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Alinhavo de poesias

Alinhavo de poesias

25
Set18

As gaivotas ...

Filomena

As gaivotas

umas nascem do mar

outras do céu

e vêm ao nosso encontro ...

Contemplasmos-lhe o voar

vivenciam-no saboroso

e deliciosamente

no seu jeito mestre

da liberdade de surfar o vento

como quem dita rotinas

duma profissão milenar ...

O outono sente-se no clima

sopra um vento fraco

neste passeio

pela claridade da manhã ,

e o mar crespa-se vagamente

emprestando-lhe uma feição

de uma terna e acolhedora

beleza

e às metáforas da paisagem ,

e arrecadamo-lo

num braçar redondo da alma

perfumando-nos de flor de maresia

e tomamo-lo para nós

como indispensável companhia ...

E sem pressa ,

lá partimos ...

25
Set18

O outono desce à vila ...

Filomena

 

O outono desce à vila

nos seus caprichos

de veraneio

chapéu de abas largas

a moderar o dourado da luz

num estilo que lhe é muito próprio

e desportivo ,alegra-nos

com um sabor leve ,

trajes ligeiros ,

desafiando-nos 

para um passeio a pé ,

no ditame

da sua descontraída feição ...

E nós

aproveitamos-lhe a descontracção

e sonhamos com ele

a doçura das novidades

que sempre nos traz

louvando a Deus

pelas maravilhas

que se nos vai dar viver

neste correr do tempo

que queremos do homem novo

compreensivo e solidário

participativo e simpático

apto para os afazeres

que este nosso planeta precisa

e nos propõe ...

21
Set18

As nuvens ...

Filomena

As nuvens

acabadas de chegar

à casa azul Verão

nela brincam

e se aninham em Outono ...

Vêm para a festa do equinócio

preparadas para dourar de tons

as folhagens dos choupos e 

plátanos

e emprestarem-nos os pastéis 

do mel das cores

e as chuvas fresquinhas

nos lugares prazenteiros

da nossa alma das estações

que se prepara agora

para o tempo acolhedor 

dos agazalhos

para a confraternização 

com os amigos e professores

da escola

para os prazeres caseiros

da confecção dos doces frutados

da leitura de um bom livro de poesia

lido com o sabor dos sons clássicos

e instrumentais

da escrita

acompanhada de um bom café

dos sonhos filantrópicos

e tantas ,tantas outras coisas

que fazem desta época

um cantinho doce dos afectos ...

21
Set18

O meu pacholento lobo do mar ...

Filomena

O meu pacholento lobo do mar

deixa-se povoar pelas estrelas

de uma qualquer constelação mariana

por isso tem um olhar tão mágico

tão acolhedor da alma humana

e flui num eterno sorriso

como se quizesse mostrar

todo o seu mar e céu

e comungar connosco

alegres e suaves simpatias

com o seu pacífico rosto

e deixo-me levar pelo coração

e entrego-lhe o meu sorriso

colhendo do seu

uma paz mística , divina ...

20
Set18

Desenho no ar letras ao acaso ...

Filomena

Desenho no ar

letras ao acaso

para acordar

as caligrafias da alma

e por momentos

sustenho-lhes a dicção

entretendo-me

com a sua viva poesia ...

Então liberto-as

de conceitos e preconceitos

para que se alinhavem

em pequeno conto

suposta filosofia

projecto de poema

à sua maneira e escolha

e fico-me a contemplá-las

na minha curiosidade

e precepção maternal

como quem arrecada 

as diversas formas

e sentidos

da sua expressão virtual

que flui

nos desígnios de parentesco

com as escritas

que a própria natureza enuncia

nas suas verbalizações

de sossegos e inquietações

do Criador ...

E leio-as em vagar do vento

chuva abençoada

silvo de floresta

presença de condor

trato que o rio dita

silêncio aberto

que a montanha faz descer

ao povoado ,

enfim

paisagens que a Terra lavra

no acervo do mundo ... 

20
Set18

No silêncio ausente ...

Filomena

No silêncio ausente

deixo-me tomar pela música

e nela encontro

a essência do presente

numa dissertação de ditos

que fluem com a noite

e se pegam às minhas janelas

embranquecendo as letras

dos recados

como é habitual ...

Eis-me então

perante a livre evidência

do factual ...

Sossego e descanso

no ombro da árvore

minha irmã de sonhos

e pequenas batalhas

na expressão virtual do ser 

dobrando imaginários

do movimento ,

a cor ,o audível ,

o impermanente e o 

objectivo ,

os algoritmos de uma 

expressão matemática

que se perdem no entendimento

dos imediatos do quotidiano ...

Em suma

poderia passar aqui uma vida

a mencionar 

que não iria por certo encontrar

a solução

para sair dos labirintos da escrita

que as linguagens do mundo enunciam ...

20
Set18

O meu poema de hoje ...

Filomena

O meu poema  de hoje

é a escrita em branco

da página ,

nela deixo fluir 

os pensamentos ,

interrogar a expressão

da alma

               no verso

                                   no silêncio

no vago e difuso

amanhecer da palavra dita

ou por momentos sustida

num transe existencial

na própria vivência das coisas ,

ou recriar imaginários

que são alimento e vida

em Deus

na procura da relação com o outro

com a Terra

ou melhor ainda

com as nossas origens primordiais ,

nela inventario

os meus sentires

procuro a palavra gratificante

das emoções

e a contemplação e interiorização

de virtuosos sentimentos ,

nela 

encontro o que procurava

a generosidade no amor ...

                                                              

20
Set18

A serena santidade das palavras ...

Filomena

Que alegria poder quedar-me

no encanto duma flôr

fluir no imaginário

de poder vagar na ternura da onda

escorregar no dorso da duna

experimentar brincar

nas formas da nuvem

pela claridade da manhã

e depois ,

depois aquietar-me 

no sossego das folhagens

dos meus plátanos

e esperar que o tempo

aprenda com eles

uma doce moderação ...

Que alegria também

ouvir os passarinhos

e replicar-lhes o canto

no decoro de uma sã

melodia ,

ou quem sabe

ver dourar-se a manhã

com o brilho nascente

do sustenido sol ,

ou desenhar de feição

as letras

do caderno de poesias ...

Em suma ,

entrar nesta soletra

da serena santidade

das palavras ...

18
Set18

Ouvem-se ao longe os risos das crianças ...

Filomena

Ouvem-se ao longe 

os risos das crianças

que gozam a diversão

das férias escolares ,

e eu , nas minhas rotinas ,

filhos e netos por casa

trabalhos dobrados ,

alegro-me em escutar

as cruzadas melodias

dos pássaros ,

que assim numa algazarra

festejam o tão desejado

Verão ,e

guardo para mim

estes discernires da sabedoria

divina

que no meio da azáfama 

dos trabalhos caseiros

nos mima com um toque

de distracção e feliz disposição ...

E toca no tablete a mensagem :

é um vídeo engraçado

sobre as brincadeiras 

dos meus netos 

no escorrega do parque ...

Há assim sempre motivos

para sorrir

e deitar mão do lazer 

de umas letras ...

Então vamos lá ao trabalho ...

18
Set18

No verso da página ...

Filomena

No verso da página

este magnífico céu azul

recordando-me 

o pleno do Verão

perfumado pelas neblinas de sal

e maresia

e o sabor dos passeios pela praia

beira-mar ...

E nestas distâncias

sonha-se o perfil da onda

e a tranquila serenidade

das aves marinhas

dobrando as esquinas do sol ...

Entre maré e maré

cosem-se os dias

com o novelo da inspiração

suspirando infnitos

aquietando transcendências

no sonho de Deus

e no querer dos homens ...

E assim se veste este dia

de santa bonomia

e alegres dizeres ...

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