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Alinhavo de poesias

Alinhavo de poesias

23
Ago18

Uma flor de maresia ...

Filomena

No nosso riso  , meu amor 

há uma flor de maresia 

que flui nos teus ensinamentos 

sobre o b , á  , bá das coisas do mar  ...

Hoje fiquei a saber 

porque as pequenas ondas 

se desmancham junto à costa 

e porque o fazem em brancas espumas  ...

Deliciei-me a observá-las

e revestias no meu pensamento 

com a magia do seu pulsar 

e a beleza da sua terna feição 

refrescando-me 

no suor das suas transpirações  ...

Dei a mão ao meu amor 

e agradeci-lhe os momentos 

proporcionados 

porque a simplicidade 

é uma virtude bonita 

e reconfortante  ,

e fizémos o nosso caminho 

de regresso ...

Então , ainda parámos

para deitar o nosso olhar 

para longe  ,

e depois  ,

conversámos sobre o vento  ,

como com o soltar 

dum punhado de areia da nossa mão 

se estuda a sua direcção  ,

e neste sim de simples sabedorias  ,

lá partimos  ...

22
Ago18

No traço do poema ...

Filomena

No traço do poema 

descanso a minha sede 

de inspiração 

e desenho o volume 

das palavras 

na dicção do que me traz 

a alma do sentir  ...

Então olho as paisagens 

e colho-lhes a virtude 

da expressão divina 

no soar duma brisa marítima 

acalmando o calor de verão 

e o espreguiçar das águas 

no rumor enfatizado 

das ondas do mar 

debruçando-se das quilhas 

em figurações de 

brancas espumas 

simulando o movimento de dorso 

das manadas de animais 

selvagens 

da savana Africana 

ou simplesmente 

a vertigem do horizonte  ...

E de tudo isto 

sobra-me o conforto 

de um anjo bom 

devolvendo-me a luz 

duma escrita soalheira 

e salutar 

para adormecer o sono tranquilo 

das crianças do mundo  ...

22
Ago18

Na beleza dos silêncios de Deus ...

Filomena

Na beleza dos silêncios 

de Deus 

encontro a paz 

que no seu doce amor 

me faz elevar até Ele 

uma prece de louvor 

e alegria 

pelas graças que me 

concede 

e aos meus 

e um pedido irrevogável

pela paz 

e pela salvação da humanidade 

conjuntamente com o planeta Terra ,

e nesta adoração

contemplo a Sua face

e numa lágrima  ,um sorriso 

abro a minha alma 

às suas escritas 

no verso do poema 

e deixo-me conduzir por Ele

alimentando esperanças 

e sonhadoras vivências 

de plenitude 

e eloquência do sentir 

na expressão do outro 

e das paisagens do seu traço 

bondoso e salutar 

emprestando-me vitalidade 

e vontade de viver  ...

Bem hajas meu Deus  ...

22
Ago18

Saúdades do mar ...

Filomena

Saúdades do mar 

das suas conversas 

do seu braçar terno 

e largo 

no malhar suave das ondas 

e na discreção das suas

distâncias 

embalando-nos os sonhos 

de verão 

e as bemquerenças familiares  ...

Saúdades da sua douta

sabedoria

de nos fazer experimentar 

o entusiasmo 

de participar nas suas

divinas expressões 

tomando-nos as medidas 

do ser  ...

E depois brincar e brincar 

com o voo alto

das suas gaivotas 

desenhando no seu planar 

as letras da sua afeição 

mergulhando nesta paisagem  ,

e lá vamos 

de entoar em entoar 

mirá-lo 

e perdermo-nos 

na sua infinitude 

neste longo abraço 

de azuis 

entre céu e mar 

sem definição de horizontes 

no exercício da página 

da alma poética  ...

Bem hajas meu Deus

por tão belo acontecer  ...

22
Ago18

Hálitos da alma ...

Filomena

Nos acordes da música 

brinco com os sons 

e empresto-lhes 

as magias das palavras 

por dizer 

nos gestos do quotidiano 

amor , abraço  , ternura  ,

e simplesmente isso 

pleno de significado 

e vida 

como um sol 

que se nos abre na alma 

e luz 

na suavidade dos espaços 

o movimento 

dobrando as esquinas dos

afectos 

e contemplando a face 

de Deus  ...

Olho então 

esta neblina

que cobre 

a substância das paisagens 

e no mosto da maresia 

que unge a expressão do sonho 

expando num pleno 

o meu hábito 

de abrir ao mar  , ao mundo 

as minhas formas de sentir 

e aí vou no vento de sudoeste 

gozar a dicção

do voo de um bando de gaivotas 

penetrando o sabor fresco 

das águas da imagem 

até desaparecerem 

da táctil visão 

na consumação 

do rejuvenescer dos hálitos da manhã  ...

22
Ago18

A neblina ...

Filomena

A neblina desce à cidade 

nos seus anseios e feitiços 

e faz-nos participar 

da beleza das imagens 

que traz consigo  ,

e penetrando as suas névoas 

tocamos-lhe a alma 

inebriando-nos com 

as suas dissertações sobre 

o outono 

de que se veste na humidade 

das plantas  ...

E fico-me a contemplá-la 

no sopro suave duma brisa 

embarcando 

na sobriedade da viagem 

que propõe 

dornando os cardeais 

do poema 

na vertigem das palavras ...

22
Ago18

Respiração da alma da prece ...

Filomena

Olho o mar

que se aclara até ao horizonte 

ganhando as tonalidades do céu 

perdendo-se nele 

neste alvorecer da manhã

e respiro-lhe a feição serena 

e acolhedora 

num desígnio de paz  ...

Clamo então 

pelo um travo de escrita 

e arregaço as mangas da página 

para nela me encharcar de maré 

sentindo-lhe a frescura jovial do amor 

no traz e leva , leva e traz

das pequenas ondas sonantes 

no passeio sonâmbulo da prece 

evocando uma sede de eternidade 

e o alheamento das rotinas habituais 

do consumismo humano  ...

E num gesto de liberdade

desenho a trajectória 

do largo verão

e sigo o voo das gaivotas 

até com elas me evadir 

para o país soalheiro 

do anunciado nunca  ...

19
Ago18

O mar ...

Filomena

O mar  ...

Perco-me na sua imensa 

mansidão 

sonhando-lhe a vida 

e neste deambular 

tranquiliza-me a beleza 

do seu vagar 

que se expõe

em cada onda do mar 

em cada longo e largo 

braçar das espumas 

em cada imperceptível 

pulsar da vida  ,

e leio-lhe a disposição 

pelas fases da lua 

pelo dobrar dos ventos 

pela limpidez do céu 

pelo sol 

pela alegria de movimentos  ...

E neste veraneio de intenções 

fico-me pela minha praia 

que são as palavras 

que como peixes 

se libertam 

na água da página 

mergulhando no areal do verso. ...

19
Ago18

A caminho da praia ...

Filomena

A caminho da praia 

cruzam-se connosco 

bandos de gaivotas 

que do mar levantam voo 

numa utopia dos ventos 

a que se entregam 

brincando entre elas  ...

E logo se soltam as palavras 

também aladas 

desenhando no ar 

alfabetos de viva alegria 

deixando-se cambalear 

em diagonais falantes 

sugerindo gestos de amizade 

e paz 

entre os povos do mundo ,

e as crianças saltam e correm 

para as apanhar 

como num pião de som 

e satisfeitas riem 

nas cumplicidades da idade  ...

Vai aqui um espectáculo 

de luz e movimento 

a bordar os azuis de verão ,

e lá seguimos caminho 

para ouvir cantar as águas 

nos lodos das pedras 

enquanto o sol nos espreita 

por detrás da manhã 

luzindo e enunciando 

figurações nos longos 

e deitados rochedos 

com o seu ar pachorrento 

de eternidades  ...

19
Ago18

Sob o sol ...

Filomena

Sob o sol

que se faz aos desertos 

num percurso solitário 

e amigo da história ou conto 

nesta sua viva expressão 

pelo amanhecer 

perfumado pelo secular 

sabor das tâmaras

e pelos paraísos refrescantes 

de um ou outro oásis 

passeio também

os meus imaginários  ...

Gozo-lhes então a companhia 

neste abraçar do azul do céu

a toda a dourada manhã dunar 

num acto explícito 

do amor divino ...

Um rasteiro levantar das areias 

numa prece de sombras 

serve-lhes de túnica ou hábito  ...

E  , ante

a alucinada visão 

abro o cantil da frase 

e mergulho nele a minha sede de poema  ...

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